O momento é oportuno para ressaltar a importância do voto numa eleição quando se trata de indicar alguém a um cargo público.
Daqui a pouco, para ser mais preciso, no dia 6 de fevereiro próximo, uma nova eleição vai indicar o novo prefeito para completar o mandato do destrambelhado Ari Artuzi; prefeito afastado do cargo e preso pela Justiça por corrupção.
Foi a Justiça que o afastou, e por corrupção, mas tivessem os eleitores douradenses prestado atenção, não na sua desonestidade que é difícil de ser identificada numa pessoa antes de assumir um poder, mas tivessem prestado atenção na evidente falta de aptidão, no seu despreparo para exercer a função de prefeito, os eleitores poderiam têlo cassado bem antes com a força do voto nas urnas. Não o fizeram, e agora não será fácil esquecer a vergonha que aquela administração impôs aos douradenses.
A preocupação em alertar os eleitores para que votem num candidato competente nessa próxima eleição deve-se a reportagem do jornalista César Cordeiro em sua coluna no Jornal O PROGRESSO da semana passada comentando uma enquete realizada no centro de Dourados. Nessa enquete foram entrevistadas seis pessoas. Pasmem, duas delas funcionários públicos. Nenhuma delas soube dizer quais eram os candidatos. Só uma lembrou Murilo, mas não sabia se ele era candidato.
Assusta ver o descaso com que grande parte da população tem para com a indicação de pessoas despreparadas para assumirem cargos públicos. Não se importa quem será seu deputado, seu vereador, ou, como já vimos, quem será seu prefeito. Nem mesmo se importa em saber dos candidatos, ou mesmo quem são eles. É a desgraça política para aqueles que, como nós, lutam para que bons administradores públicos cheguem ao poder.
Ainda existem os piores, são os que votam conscientes nesses despreparados quer vendendo seu voto, ou então, por interesses escusos futuros.
Os que vendem o voto sabem, sim, que o dinheiro que recebem, na maioria das vezes, são recursos desviados dos cofres públicos e consequentemente sabem que é dinheiro roubado. Sabem também o preço que isso vai custar ao país: outros roubos futuros por aquele que ele votou. Ou seja: quem vende o voto rouba duas vezes.
Piores ainda são aqueles que votam por vingança, ou mesmo rindo na cara da gente. Como os que, por exemplo, votaram no Tiririca para deputado federal. Ele, Francisco Everardo Oliveira Silva, teve 1.348.295 votos no Estado mais industrializado e mais rico do Brasil, São Paulo.
Aqui em Dourados Ari Artuzi usou o “ajuda eu” para se eleger prefeito. Lá, Tiririca usou o slogan “Pior do que tá não fica, vote Tiririca” para se tornar o deputado federal mais votado do Brasil nessa última eleição.
Se o jornalista César Cordeiro não se conforma que todas as seis pessoas entrevistadas no centro de Dourados não se importem com quem deva ser prefeito de sua cidade, o que dizer daquelas pessoas que indicaram o palhaço Tiririca para ser seu deputado federal? O quê pensam do Brasil esses 1.348.295 eleitores, pessoas adultas e livres? Esses eleitores do Tiririca repetiram o gesto das outras 45.182 aqui de Dourados quando elegeram também um semi-alfabetizado para ser seu prefeito.
Agora, a poucos dias de uma eleição, é um bom momento para lembrar aos eleitores douradenses da importância de seu voto nessa nova eleição para prefeito.

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